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Andréa da Luz

Bem-vindo ao Não Vivo sem Cosméticos, projeto da jornalista e engª química Andréa da Luz, no ar desde 2007. Acompanhe-nos também pelo Twitter, Facebook e Youtube!

Terça, 22 Abril 2008 22:23

Expert em dermocosmética

Adélia Mendonça é uma empresária especialista em dermocosmética que fundou a Indústria de Cosméticos Adélia Mendonça em 2005 e, hoje, além da fábrica, possui duas lojas, cinco quiosques em shoppings e vários pontos de distribuição em diversos Estados do país.

A fábrica fica em Dores do Indaiá, cidade a 225 quilômetros de Belo Horizonte, mas ela também mantém a clínica de estética que foi o ponto de partida de seu negócio e uma loja virtual onde a gente pode comprar os 37 itens que compõem as duas linhas da marca (tratamento e praia).

Mas o mais interessante é a trajetória de vida dessa empreendedora fantástica, que enfrentou com tanta disposição os problemas de acne e manchas de pele que a atormentavam na adolescência e acabou se tornando uma referência quando o assunto são cosmecêuticos (categoria de produtos que ficam entre o cosmético e o medicamento e têm como finalidade corrigir as desordens cutâneas, tratando um ou mais componentes da pele, caracterizando a ação cosmética e terapêutica), cujas fórmulas são elaboradas com altas concentrações de ativos.

Tive o prazer de entrevistá-la para a Revista Empreendedor, mas quem não tem acesso à publicação pode ler o perfil de Adélia na íntegra aqui. Boa leitura!!!

Quarta, 05 Março 2008 22:54

No-poo, low-poo

Imagem: thephoenix.comMesmo sem desconfiar do que seja o movimento "no-poo, low-poo", meu cabeleireiro acertou na mosca ao indicar a suspensão por uns 15 dias do uso de xampu após o relaxamento. Lembro que achei bem estranho lavar os cabelos só com condicionador, mas o resultado foi ótimo! Isso aconteceu há seis anos, mas só agora descobri que existe um movimento surgido aparentemente nos EUA que prega abolir e diminuir o uso dos xampus.

Tem até um livro feito para mulheres de cabelos crespos e cacheados, para quem tais práticas são mais indicadas (já que os crespos costumam ser mais secos e armados). O título da obra é Curly Girl, de Lorraine Massey and Deborah Chiel. Custa por volta de R$ 30 na Saraiva (sem o frete). Entre várias dicas de cuidados com esse tipo de cabelo está o no-poo, na qual dispensa-se o xampu e utiliza-se um condicionador livre de silicone e óleo mineral nos cabelos bem molhados, friccionando bem o couro cabeludo para remover as impurezas. Após o enxágüe, aplica-se novamente condicionador, dessa vez no comprimento e pontas, e pronto!

O low-poo é menos radical e indicado para quem não consegue eliminar totalmente o xampu, vive em cidades quentes ou pratica exercícios físicos com regularidade, o que aumenta a oleosidade no couro cabeludo. Mas o produto é usado apenas uma vez por semana ou a cada 15 dias. Nos demais dias, usa-se o condicionador para lavar o cabelo como descrito acima. Se houver necessidade de uma limpeza mais profunda nos intervalos, a sugestão das autoras é usar uma solução de bicarbonato de sódio ou fermento químico (uma colher de chá em um copo pequeno de água), mas isso aí eu não testei!

Aderi ao low-poo na semana passada: eu havia lavado o cabelo (com xampu, máscara, tudo direitinho) há uns dois dias e precisei lavar de novo porque tinha um compromisso logo após fazer atividade física. Sabia que o resultado seria um ressecamento fatal no dia seguinte e não hesitei: nada de xampu, só condicionador. Foi a melhor coisa que fiz, pois ficou limpo, hidratado, deu um brilho legal e ainda definiu melhor os cachos diminuindo o volume.

Tem outra vantagem para as donas de cabeleiras crespas: dá para lavar os cabelos com mais freqüência, especialmente no verão. É claro que no caso de ir à praia, piscinas e tal, é bom utilizar xampu para retirar os resíduos, mas diminua a quantidade ao mínimo possível e veja os resultados. Outra coisa: tem tanta gente falando mal dos ingredientes usados em cosméticos (os não naturais nem orgânicos), que dá até um mal-estar ao ler a composição nas embalagens (amanhã deixarei aqui a "lista negra" dos compostos proibidos pela Anvisa e outras informações úteis sobre isso).

Querem mais? Leiam o depoimento (em inglês) da freelancer Audrey Schulman, do semanário The Phoenix, de Boston, sobre a experiência "The no-'poo Do" e naveguem no site feito especialmente para as que não abrem mão de seus cachos. Pensem a respeito... e boa sorte!
Terça, 12 Fevereiro 2008 22:57

Contraponto

Um contraponto ao caso do cashmere divulgada há pouco, é o caso da Feito Brasil Sabonetes Artesanais. A empresa paranaense está no mercado há quase quatro anos, mas tem experiência acumulada de 12 anos, já que os proprietários possuem outra empresa no ramo de cosméticos.

Descobri esses lindos produtos naturais quase por acaso, buscando novas fontes na internet. A pedido do blog, a gerente de planejamento, gestão e marketing Luzia Sunsin informou que a matéria-prima utilizada é 100% vegetal e natural. "Somos rigorosos com nossos fornecedores que devem ser certificados, provando que não usam ingredientes de origem animal ou mineral, que não utilizam animais em testes nem mão de obra infantil ou escrava", afirmou.

Como o processo é artesanal, a mão-de-obra e os parceiros são qualificados e treinados para conhecerem a filosofia da marca e os produtos. Em fase de expansão, a Feito Brasil cobre quase todo o Estado do PR, SC (Florianópolis, Joinville, Brusque e Blumenau), MS, RO e SP e já inicia a fase de exportação.

Visitem o site e deliciem-se com a beleza desses produtos. Eu estou babando até agora...

Terça, 12 Fevereiro 2008 15:49

Inovação x sustentabilidade

A fornecedora de ingredientes Croda lançou um novo complexo aminoácido à base de cashmere (fibra natural obtida a partir da lã de bodes Cashmere, na China) e outros ingredientes baseados na proteína, além de um guia para ajudar os fabricantes a escolher o melhor biopolímero para suas necessidades.

Os polímeros do cashmere ajudarim a condicionar, reparar e alisar cabelos e amaciar e retesar a pele graças às suas características de viscosidade, adesão e baixa irritabilidade. O aminoácido é produzido pela hidrólise das fibras de queratina do cashmere e adequado para uso em produtos para se deixar na pele ou mesmo nos de enxágue, em fórmulas para cabelos e esmaltes.

A maciez das fibras de queratina da lã do cashmere remetem a uma sensação de luxo, mas o processo de extração da lã já causa desequilíbrio ecológico e vai na contramão do consumo consciente. O blog da correspondente do Estadão em Washington, Patrícia Campos Mello, mostra que o aumento na demanda por essa matéria-prima está acabando com as pastagens da China e criou uma nuvem de poluição que chega até a Califórnia (clique aqui para ler o post)!

Fabricantes como L'Oreal, Elizabeth Arden, Avon e Éh Cosméticos já desenvolveram produtos com esse ingrediente (na imagem, Base L'Oreal Cashmere Ambre Doré 30 e xampu Éh Cosméticos à base de cashmere e absoluto de coco).

Tenho minhas dúvidas quanto a validade de se adquirir um produto com tanto apelo ao luxo e prejudicial ao ambiente. A única ressalva seria se as empresas que utilizassem o ingrediente reservassem uma parte de seus lucros para ajudar a reverter o processo de desequilíbrio ambiental, mas não sei se é o caso de alguma delas.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário aqui.

Quarta, 02 Janeiro 2008 21:08

Briga por dermocosméticos

O mercado de dermocosméticos (artigos que precisam ter sua eficácia comprovada em testes e por isso são mais caros e voltados para as classes A e B) dobrou nos últimos cinco anos. De acordo com dados do Euromonitor, o segmento cresceu 31% em 2006 e faturou R$ 3,2 bilhões. Os produtos ganham peso e importância na receita dos laboratórios farmacêuticos, que tornaram-se competidores diretos de empresas como L'Oréal e Johnson & Johnson.

Entre novembro de 2006 e outubro de 2007, a entrada de novos produtos cosméticos respondeu por 6% do faturamento bruto do segmento farmacêutico, segundo dados da empresa de consultoria IMS/PMB. Nesse período, os laboratórios lançaram 49 itens e 81 novas apresentações de linhas já existentes. Desse total, 60% são anti-sinais, hidratantes e protetores solares - linhas que mais crescem.

Os propagandistas dos laboratórios começam a dar mais destaque à apresentação de dermocosméticos durante suas visitas-relâmpago aos cerca de 6 mil dermatologistas no Brasil. A gerente de grupo de produtos de dermatologia da Mantecorp, Regiane Bassi, afirma que o grande diferencial dos laboratórios em comparação a uma empresa de consumo é a relação com a classe médica, por isso seus profissionais visitam 95% dos dermatologistas brasileiros. A Mantecorp - dona de marcas como Alivium e Coristina D - atua na dermocosmética desde 2003 e já lançou 22 produtos. Essa divisão representa 12% dos negócios da empresa que, em 2007, teve um crescimento de 18% nas vendas líquidas. Para 2008, a expectativa é crescer 30%.

O Aché estreou no segmento no ano passado, fechando parceria de distribuição e comercialização com a alemã Beiersdorf, dona da Nivea, para trazer ao Brasil a marca Eucerin (antiidade, hidratantes e protetores solares), cujos produtos começaram a ser vendidos em outubro. Segundo a gerente de cosmecêuticos do laboratório, Ana Paula Dufrayer, a indústria farmacêutica teve as margens reduzidas por conta dos genéricos e a entrada no mercado de dermocosméticos é uma maneira importante de diversificação.

A Farmasa, que abriu capital este ano, também ampliou a linha de itens nessa área. Renovou os sabonetes líquidos da marca Lucretin e lançou lenços umedecidos. Laboratórios menores seguem a mesma direção. O Hebron, de Pernambuco, apresentou sabonetes líquidos femininos e agora vai apostar em xampus e condicionadores.

Em países europeus o uso do dermocosmético é mais difundido e vendido, quase sempre, sem recomendação médica. No Brasil, os dermatologistas tornaram-se o principal veículo de venda desse tipo de produto. As marcas Stiefel, RoC, da Johnson & Johnson, e La Roche Posay, da divisão Cosmética Ativa da L'Oréal, também focam a comunicação da marca nesses profissionais e estão investindo em grandes equipes para atender a classe médica, aproveitando sua experiência de exposição de produtos em farmácias.

Fonte: Valor Econômico/Portal Varejista