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Briga por dermocosméticos

02 Jan

O mercado de dermocosméticos (artigos que precisam ter sua eficácia comprovada em testes e por isso são mais caros e voltados para as classes A e B) dobrou nos últimos cinco anos. De acordo com dados do Euromonitor, o segmento cresceu 31% em 2006 e faturou R$ 3,2 bilhões. Os produtos ganham peso e importância na receita dos laboratórios farmacêuticos, que tornaram-se competidores diretos de empresas como L'Oréal e Johnson & Johnson.

Entre novembro de 2006 e outubro de 2007, a entrada de novos produtos cosméticos respondeu por 6% do faturamento bruto do segmento farmacêutico, segundo dados da empresa de consultoria IMS/PMB. Nesse período, os laboratórios lançaram 49 itens e 81 novas apresentações de linhas já existentes. Desse total, 60% são anti-sinais, hidratantes e protetores solares - linhas que mais crescem.

Os propagandistas dos laboratórios começam a dar mais destaque à apresentação de dermocosméticos durante suas visitas-relâmpago aos cerca de 6 mil dermatologistas no Brasil. A gerente de grupo de produtos de dermatologia da Mantecorp, Regiane Bassi, afirma que o grande diferencial dos laboratórios em comparação a uma empresa de consumo é a relação com a classe médica, por isso seus profissionais visitam 95% dos dermatologistas brasileiros. A Mantecorp - dona de marcas como Alivium e Coristina D - atua na dermocosmética desde 2003 e já lançou 22 produtos. Essa divisão representa 12% dos negócios da empresa que, em 2007, teve um crescimento de 18% nas vendas líquidas. Para 2008, a expectativa é crescer 30%.

O Aché estreou no segmento no ano passado, fechando parceria de distribuição e comercialização com a alemã Beiersdorf, dona da Nivea, para trazer ao Brasil a marca Eucerin (antiidade, hidratantes e protetores solares), cujos produtos começaram a ser vendidos em outubro. Segundo a gerente de cosmecêuticos do laboratório, Ana Paula Dufrayer, a indústria farmacêutica teve as margens reduzidas por conta dos genéricos e a entrada no mercado de dermocosméticos é uma maneira importante de diversificação.

A Farmasa, que abriu capital este ano, também ampliou a linha de itens nessa área. Renovou os sabonetes líquidos da marca Lucretin e lançou lenços umedecidos. Laboratórios menores seguem a mesma direção. O Hebron, de Pernambuco, apresentou sabonetes líquidos femininos e agora vai apostar em xampus e condicionadores.

Em países europeus o uso do dermocosmético é mais difundido e vendido, quase sempre, sem recomendação médica. No Brasil, os dermatologistas tornaram-se o principal veículo de venda desse tipo de produto. As marcas Stiefel, RoC, da Johnson & Johnson, e La Roche Posay, da divisão Cosmética Ativa da L'Oréal, também focam a comunicação da marca nesses profissionais e estão investindo em grandes equipes para atender a classe médica, aproveitando sua experiência de exposição de produtos em farmácias.

Fonte: Valor Econômico/Portal Varejista
Andréa da Luz

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