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Cosméticos clássicos

26 Nov

Alguém aí lembra do Leite de Rosas? Quando eu era criança ele infestava as penteadeiras lá de casa e também as das tias, avós, amigas e conhecidas da mãe, das tias, das avós... Para falar a verdade nunca gostei do cheiro desse cosmético, nem da textura, muito menos da embalagem e quando olho para ele me lembro de coisa velha, guardada, mofada. Mas o artigo continua no mercado, firme e forte pelo que parece, e deve agradar o público a que se destina. Tanto é verdade que esses dias vi um casal de idosos no ônibus e adivinha o que a vozinha tinha na bolsa? Um Leite de Rosas!

Em busca de mais consumidores no Sudeste, a fabricante investiu em 2 novas fragrâncias, para lançamento neste mês: uma cítrica e outra com cheiro de rosas, mas mais suave do que a atual, que será mantida. Os planos da empresa carioca, que produz o tradicional desodorante usado também como loção pós-barba, leite de beleza e até (pasmem!) como perfume, incluem expansão de pelo menos 20% na receita de vendas em 2008.

Com mais de 75 anos, a Leite de Rosas possui fábricas no Rio de Janeiro e em Aracaju. A unidade do Sergipe iniciou operações no ano passado, com a missão de atender à demanda cada vez maior nas Regiões Norte e Nordeste. Ainda bem que tem gosto para tudo nesse país...

Isso me faz lembrar de outros produtos muito antigos...  como o sabonete e o talco Alma de Flores, da Memphis. O talco vinha numa caixa quadrada e tinha um grande pom-pom dentro para passar no corpo. Quando criança eu achava super legal, parecia algo sofisticado, coisa de penteadeira de atriz de cinema, mas o cheiro não me agradava e continua não me agradando até hoje.

Bem, comecei a pesquisar e descobri algumas curiosidades. A Memphis é uma empresa gaúcha fundada em 1949, por 5 sócios (Carlos Lütz, Ilse Kuhlmann, Rodolfo Gros, Geraldo Caruccio e Domingos Caruccio), no bairro Floresta, em Porto Alegre (RS). A operação iniciou com a aquisição do Creme Memphis e da propriedade dessa marca, as respectivas fórmulas e um pequeno maquinário. Em dezembro do mesmo ano, a empresa comprou a Fábrica de Sabonetes Piva, situada em Santiago do Boqueirão (RS), com todo seu aparato fabril, estoque e marcas, incluindo o sabonete e a Loção Alma de Flores que fazia parte da categoria luxo dos produtos da Piva. A inovação ficou por conta da venda direta ao varejo, um grande sucesso comercial (bom lembrar que não existia ainda o segmento supermercadista).

Em 1950, a empresa mudou a fórmula do sabonete e lançou outros, além do sabão Matacura. O Sabonete Lavanda Memphis e o Talco Alma de Flores, apresentado em caixa com pluma, foram lançados em 1952. A Talqueira Alma de Flores foi revitalizada recentemente, em 2005, atendendo a pedidos de consumidores fiéis ao produto. E não é só essa linha que é antiga e faz sucesso, não. Em 1971, a Memphis criou a marca Biocrema (essa eu adoro, principalmente os sabonetes!); dois anos depois adquiriu a Masi & Cia Ltda com as marcas Bouquet de Orquídeas, Lavanda Alpina, 4 Estações, sabonete Senador (reformulado em 79), Moiré, Lar, Vera e Pedra Chauffer. Os lançamentos recentes da Memphis podem ser conferidos aqui.



Fonte: imagens e informações do site da Memphis; Valor Econômico e Revista H&C.

Andréa da Luz

Bem-vindo ao Não Vivo sem Cosméticos, projeto da jornalista e engª química Andréa da Luz, no ar desde 2007. Acompanhe-nos também pelo Twitter, Facebook e Youtube!

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