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Andréa da Luz

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Terça, 12 Fevereiro 2008 15:49

Inovação x sustentabilidade

A fornecedora de ingredientes Croda lançou um novo complexo aminoácido à base de cashmere (fibra natural obtida a partir da lã de bodes Cashmere, na China) e outros ingredientes baseados na proteína, além de um guia para ajudar os fabricantes a escolher o melhor biopolímero para suas necessidades.

Os polímeros do cashmere ajudarim a condicionar, reparar e alisar cabelos e amaciar e retesar a pele graças às suas características de viscosidade, adesão e baixa irritabilidade. O aminoácido é produzido pela hidrólise das fibras de queratina do cashmere e adequado para uso em produtos para se deixar na pele ou mesmo nos de enxágue, em fórmulas para cabelos e esmaltes.

A maciez das fibras de queratina da lã do cashmere remetem a uma sensação de luxo, mas o processo de extração da lã já causa desequilíbrio ecológico e vai na contramão do consumo consciente. O blog da correspondente do Estadão em Washington, Patrícia Campos Mello, mostra que o aumento na demanda por essa matéria-prima está acabando com as pastagens da China e criou uma nuvem de poluição que chega até a Califórnia (clique aqui para ler o post)!

Fabricantes como L'Oreal, Elizabeth Arden, Avon e Éh Cosméticos já desenvolveram produtos com esse ingrediente (na imagem, Base L'Oreal Cashmere Ambre Doré 30 e xampu Éh Cosméticos à base de cashmere e absoluto de coco).

Tenho minhas dúvidas quanto a validade de se adquirir um produto com tanto apelo ao luxo e prejudicial ao ambiente. A única ressalva seria se as empresas que utilizassem o ingrediente reservassem uma parte de seus lucros para ajudar a reverter o processo de desequilíbrio ambiental, mas não sei se é o caso de alguma delas.

E você, o que pensa sobre isso? Deixe seu comentário aqui.

Quarta, 02 Janeiro 2008 21:08

Briga por dermocosméticos

O mercado de dermocosméticos (artigos que precisam ter sua eficácia comprovada em testes e por isso são mais caros e voltados para as classes A e B) dobrou nos últimos cinco anos. De acordo com dados do Euromonitor, o segmento cresceu 31% em 2006 e faturou R$ 3,2 bilhões. Os produtos ganham peso e importância na receita dos laboratórios farmacêuticos, que tornaram-se competidores diretos de empresas como L'Oréal e Johnson & Johnson.

Entre novembro de 2006 e outubro de 2007, a entrada de novos produtos cosméticos respondeu por 6% do faturamento bruto do segmento farmacêutico, segundo dados da empresa de consultoria IMS/PMB. Nesse período, os laboratórios lançaram 49 itens e 81 novas apresentações de linhas já existentes. Desse total, 60% são anti-sinais, hidratantes e protetores solares - linhas que mais crescem.

Os propagandistas dos laboratórios começam a dar mais destaque à apresentação de dermocosméticos durante suas visitas-relâmpago aos cerca de 6 mil dermatologistas no Brasil. A gerente de grupo de produtos de dermatologia da Mantecorp, Regiane Bassi, afirma que o grande diferencial dos laboratórios em comparação a uma empresa de consumo é a relação com a classe médica, por isso seus profissionais visitam 95% dos dermatologistas brasileiros. A Mantecorp - dona de marcas como Alivium e Coristina D - atua na dermocosmética desde 2003 e já lançou 22 produtos. Essa divisão representa 12% dos negócios da empresa que, em 2007, teve um crescimento de 18% nas vendas líquidas. Para 2008, a expectativa é crescer 30%.

O Aché estreou no segmento no ano passado, fechando parceria de distribuição e comercialização com a alemã Beiersdorf, dona da Nivea, para trazer ao Brasil a marca Eucerin (antiidade, hidratantes e protetores solares), cujos produtos começaram a ser vendidos em outubro. Segundo a gerente de cosmecêuticos do laboratório, Ana Paula Dufrayer, a indústria farmacêutica teve as margens reduzidas por conta dos genéricos e a entrada no mercado de dermocosméticos é uma maneira importante de diversificação.

A Farmasa, que abriu capital este ano, também ampliou a linha de itens nessa área. Renovou os sabonetes líquidos da marca Lucretin e lançou lenços umedecidos. Laboratórios menores seguem a mesma direção. O Hebron, de Pernambuco, apresentou sabonetes líquidos femininos e agora vai apostar em xampus e condicionadores.

Em países europeus o uso do dermocosmético é mais difundido e vendido, quase sempre, sem recomendação médica. No Brasil, os dermatologistas tornaram-se o principal veículo de venda desse tipo de produto. As marcas Stiefel, RoC, da Johnson & Johnson, e La Roche Posay, da divisão Cosmética Ativa da L'Oréal, também focam a comunicação da marca nesses profissionais e estão investindo em grandes equipes para atender a classe médica, aproveitando sua experiência de exposição de produtos em farmácias.

Fonte: Valor Econômico/Portal Varejista
Sábado, 01 Dezembro 2007 12:02

Túnel do tempo

O maravilhoso mundo da internet também serve para resgatar histórias perdidas nos arquivos da nossa memória. Por isso, na minha busca por cosméticos clássicos, achei um site muitíssimo interessante que traz vários produtos antigos, não só de beleza, como também desenhos e séries de TV. O Mofolândia traz raridades como o sabonete Vale Quanto Pesa, dos anos 1960, e o creme Pond's cuja primeira fórmula é de 1846! Destaco alguns "achados" para a gente relembrar (ou conhecer, caso você seja muito jovem):

Febre entre as meninas dos anos 1970, o duo brilho em formato de moranguinho era originalmente fabricado pela Avon. Era um hit, eu tive mais de um! Hoje, podem ser encontrados similares chineses.

Dos anos 1930, o sabonete Phebo era o preferido do meu avô. Foi criado pelos portugueses Mário Santiago e por seu primo Antonio como um sabonete transparente, escuro, à base de glicerina, para concorrer com o inglês Pear’s Soap, de grande aceitação na época. Chegaram a uma mistura que envolvia óleo de pau-rosa, da Amazônia, e mais 145 essências, incluindo sândalo, cravo-da-índia e canela de Madagascar. Importado para o Brasil, custava cinco vezes mais que os outros, mas deslanchou quando a antiga loja de departamento Mappin encomendou várias dúzias do produto.

Em 1988, a Phebo foi vendida para o grupo internacional Procter & Gamble e, em 1998, para a Sara Lee Household & Bodycare do Brasil. Atualmente, os sabonetes Phebo são produzidos em Belém do Pará, pela Casa Granado, para a atual proprietária da marca, que mantém o produto, tipografia e embalagem praticamente inalterados.

O Topaze é um deoparfum clássico feminino da Avon, com notas florais e amadeiradas dos anos 60. Sofreu várias mudanças de embalagem ao longo do tempo, mas acho que a mais insólita foi essa aí, em forma de pássaro.

Fonte: www.mofolandia.com.br

Terça, 27 Novembro 2007 11:09

Tea tree, óleo milagroso

O óleo essencial de Tea Tree (melaleuca alternifolia, melaleuca linarlifolia ou melaleuca unciata) é um dos únicos que pode ser utilizado puro sobre a pele. Eu o chamo de milagroso porque combate males diversos. Com seu poder cicatrizante, atua sobre brotoejas, picadas de insetos, micoses, dermatites, aftas, herpes, pé-de-atleta, verrugas, dores de dente, infecções vaginais e também na estética, contra acne, seborréia e outros problemas.

De aroma forte, característico de nota alta e refrescante, apenas uma gota tem poder desinfetante, sendo utilizado como desodorante nas axilas. "É um óleo tão poderoso que se você desconfiar da higiene de um banheiro pode utilizá-lo para limpeza colocando gotinhas em um pano ou papel e passando-o puro no assento do vaso sanitário", ensina a aromaterapeuta Samia Maluf.

Ela ensina como utilizá-lo e para quem tem pele ultrassensível deve testá-lo diluído no rosto.
Para pele com acne: faça uma máscara utilizando duas colheres de sopa de Argila Rain Forest com quatro colheres de sopa de água mineral e duas gotas de Óleo Essencial de Tea Tree ou a mesma quantidade de Argila Rain Forest com quatro colheres de sopa de Água Perfumada de Tea tree. Deixe a máscara secar naturalmente sobre a pele. Mulheres com ovários policísticos podem acrescentar uma gota de óleo essencial de Gerânio, que é o estrógeno natural e combate o problema.

Para cutículas e onicomicoses: para amaciar cutículas faça massagens com o óleo e para evitar micoses, desinfete o material de manicure com ele. Nas onicomicoses (micoses de unhas), o Tea Tree deve ser utilizado puro, sobre a unha afetada e também nas unhas próximas para evitar que o problema se espalhe.

Contra a foliculite (pêlo encravado): esfolie o corpo antes da depilação com Tea Tree, acrescentando duas gotas desse óleo ao seu esfoliante. Os homens também devem utilizar o produto antes de fazer a barba para cicatrizar a pele e evitar pêlos encravados.

Suor excessivo (sudorese): Utilize a Água Perfumada de Tea Tree para combater o suor excessivo e o mau-cheiro provocado pelo suor. Borrife o corpo com o produto, utilize-o nos pés e nos calçados. Você também pode colocar uma bolinha de algodão dentro dos calçados com uma gota de Óleo Essencial de Tea Tree e guardá-lo assim: o procedimento evita a proliferação das bactérias causadoras do mau-cheiro. Outra dica: coloque uma gota do óleo em cada axila, caso seu problema seja mais sério.

Veja outros usos no site da aromaterapeuta.

Fonte: www.bysamia.com.br

Segunda, 26 Novembro 2007 12:15

Cosméticos clássicos

Alguém aí lembra do Leite de Rosas? Quando eu era criança ele infestava as penteadeiras lá de casa e também as das tias, avós, amigas e conhecidas da mãe, das tias, das avós... Para falar a verdade nunca gostei do cheiro desse cosmético, nem da textura, muito menos da embalagem e quando olho para ele me lembro de coisa velha, guardada, mofada. Mas o artigo continua no mercado, firme e forte pelo que parece, e deve agradar o público a que se destina. Tanto é verdade que esses dias vi um casal de idosos no ônibus e adivinha o que a vozinha tinha na bolsa? Um Leite de Rosas!

Em busca de mais consumidores no Sudeste, a fabricante investiu em 2 novas fragrâncias, para lançamento neste mês: uma cítrica e outra com cheiro de rosas, mas mais suave do que a atual, que será mantida. Os planos da empresa carioca, que produz o tradicional desodorante usado também como loção pós-barba, leite de beleza e até (pasmem!) como perfume, incluem expansão de pelo menos 20% na receita de vendas em 2008.

Com mais de 75 anos, a Leite de Rosas possui fábricas no Rio de Janeiro e em Aracaju. A unidade do Sergipe iniciou operações no ano passado, com a missão de atender à demanda cada vez maior nas Regiões Norte e Nordeste. Ainda bem que tem gosto para tudo nesse país...

Isso me faz lembrar de outros produtos muito antigos...  como o sabonete e o talco Alma de Flores, da Memphis. O talco vinha numa caixa quadrada e tinha um grande pom-pom dentro para passar no corpo. Quando criança eu achava super legal, parecia algo sofisticado, coisa de penteadeira de atriz de cinema, mas o cheiro não me agradava e continua não me agradando até hoje.

Bem, comecei a pesquisar e descobri algumas curiosidades. A Memphis é uma empresa gaúcha fundada em 1949, por 5 sócios (Carlos Lütz, Ilse Kuhlmann, Rodolfo Gros, Geraldo Caruccio e Domingos Caruccio), no bairro Floresta, em Porto Alegre (RS). A operação iniciou com a aquisição do Creme Memphis e da propriedade dessa marca, as respectivas fórmulas e um pequeno maquinário. Em dezembro do mesmo ano, a empresa comprou a Fábrica de Sabonetes Piva, situada em Santiago do Boqueirão (RS), com todo seu aparato fabril, estoque e marcas, incluindo o sabonete e a Loção Alma de Flores que fazia parte da categoria luxo dos produtos da Piva. A inovação ficou por conta da venda direta ao varejo, um grande sucesso comercial (bom lembrar que não existia ainda o segmento supermercadista).

Em 1950, a empresa mudou a fórmula do sabonete e lançou outros, além do sabão Matacura. O Sabonete Lavanda Memphis e o Talco Alma de Flores, apresentado em caixa com pluma, foram lançados em 1952. A Talqueira Alma de Flores foi revitalizada recentemente, em 2005, atendendo a pedidos de consumidores fiéis ao produto. E não é só essa linha que é antiga e faz sucesso, não. Em 1971, a Memphis criou a marca Biocrema (essa eu adoro, principalmente os sabonetes!); dois anos depois adquiriu a Masi & Cia Ltda com as marcas Bouquet de Orquídeas, Lavanda Alpina, 4 Estações, sabonete Senador (reformulado em 79), Moiré, Lar, Vera e Pedra Chauffer. Os lançamentos recentes da Memphis podem ser conferidos aqui.



Fonte: imagens e informações do site da Memphis; Valor Econômico e Revista H&C.