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    Perfumes da primavera

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02 Jul

Desde criança aprendi com minha mãe e avó sobre os benefícios da babosa. Mais conhecida como aloe vera no mundo dos cosméticos, a planta é meu socorro quando o assunto é cabelo fraco ou quebradiço. Não tem nada melhor! Bastam 2 ou 3 aplicações semanais para o cabelo se fortalecer e parar de cair, sem contar que os cachos ficam mais definidos e com mais brilho. Como gosto de fazer experiências, desenvolvi a técnica de misturar a polpa da babosa com algum creme de hidratação, iogurte natural ou óleos capilares (semente de uva, amêndoa, oliva) para evitar o ressecamento do fio. Também dispenso o uso de touca térmica. Apenas uma touca plástica e toalha para abafar já é o suficiente. Depois de meia hora é só enxaguar bem e usar um bom condicionador.

Mas o que eu não sabia sobre a "planta dos milagres" é que seu uso está documentado desde a época do antigo Egito e em documentos fenícios. Da família das Liliáceas, a aloe vera tem propriedades regeneradoras, curativas, umectantes, lubrificantes e nutritivas. Pesquisas feitas em uma clínica naturalista na Califórnia apontam ações anestésica, anti-inflamatória, coagulante, antibiótica, desintoxicante e digestiva, entre outras.

A aloe vera contém 18 aminoácidos necessários para a formação de proteínas, vitaminas (A, B1, B2, B3, B6, B12, C, E) e mais de 20 minerais. O gel presente na parte interna das folhas tem o poder de acelerar a regeneração de células da pele, por isso é muito utilizado pela indústria cosmética como emoliente e como princípio ativo para produtos anti-envelhecimento precoce, pomadas e géis contra queimaduras de sol, xampus, cremes, loções bronzeadoras, etc.

O uso interno como tônico digestivo e laxante deve ser feito com muita cautela, pois os componentes da babosa aumentam o fluxo sanguíneo. Por isso, é contra-indicada na gravidez e em casos de varizes, hemorroidas, afecções renais, enterocolites, apendicites, prostatites e cistites.

28 Jun

As clínicas de beleza estão sempre atrás de novidades. Depois das alardeadas escovas de chocolate, morango e diamante chegou a vez da vinhoterapia. O tratamento pode ser feito no cabelo, corpo e até para tirar manchas das mãos, prometem os entendidos. A polpa da uva fresca de Sauvignon e Merlot é utilizada em massagens de relaxamento. Já a massagem com vinho Cabernet remove da pele as células mortas e a aplicação de um vinho gran reserva dá vitalidade à pele.Também são feitas máscaras com casca de uvas tintas e óleo de semente de uva para reduzir as rugas e a hidromassagem com extrato de uvas e algas marinhas para estimular a circulação.

Tudo começou na França, que lançou a termogênese - técnica que consiste em aplicar em todo o corpo, vinho quente misturado a outras substâncias. Uma fonte térmica externa obriga o organismo a aquecer internamente para se harmonizar com o exterior e dizem que esse processo acaba queimando as gordurinhas e reduzindo medidas. Mathilde Cathiard e Bertrand Thomas inauguraram a primeira "Granja de Belleza" em Bordeaux, região que cultiva os vinhos mais famosos da França.

A vinhoterapia se baseia nos benefícios dos polifenóis, substâncias presentes na casca da uva e que são 10 mil vezes mais eficazes que a vitamina E, podendo reduzir em até 85% os famosos radicais livres causadores de rugas. Os polifenóis são antioxidantes que também hidratam e revitalizam a pele, removem células mortas, deslocam placas de gordura e aceleram o emagrecimento.

Mas antes de sair por aí entrando em qualquer tonel de vinho, preste atenção! Procure centros de estética especializados e observe se o vinho é tinto, porque na sua fabricação a fruta inteira é utilizada incluindo a casca (onde se encontram os polifenóis). O vinho branco não serve porque suas uvas fermentam sem a casca.

Após um ano e meio de pesquisas, a empresa fabricante de aparelhos para aromaterapia Turfe lançou um aparelho para utilização individual em vinhoterapia, o Spa 3, onde não há mistura com água nem suco de uva como no ofurô, e o vinho não tem contato direto com a pele, o que poderia causar ressecamento e alergias. O equipamento custa em média R$ 9,8 mil.

Se a grana tá curta, substitua o spa pelos cremes ou perfumes à base de uvas malbec ou champanhe. Na última das hipóteses, vale também beber uma taça de vinho, que é mais barato e ainda faz bem para o coração. Salut!

17 Jun

Considero a cosmetologia uma das ciências mais interessantes da nossa época. Principalmente em um momento em que as pessoas se preocupam cada vez mais com o processo de retardo do envelhecimento e com o uso de produtos que tragam benefícios à pele, cabelos e à saúde de um modo geral. Já falei aqui sobre a importância de observar a validade dos cosméticos. Mas tem outra coisa de extrema importância que devemos saber.

O National Institute of Occupational Safety and Health (NIOSH), nos EUA, detectou 884 substâncias químicas tóxicas, comumente presentes em formulações de produtos cosméticos para higiene e cuidados com a pele. Segundo o Dr. Samuel Epstein, professor emérito de medicina da Universidade de Illinois (Chicago) e autor do livro Unreasonable Risk, ingredientes como talco, dióxido de titânio, trietanolamina, sacarina e derivados de óleo mineral, entre outros, são carcinogênicos. Outras substâncias liberadoras de formaldeído, como Diazolidinil urea, Quaternium 15 e DMDM Hidantoína, são carcinogênicos escondidos e representam perigo potencial de uso. A lista é imensa e inclui até o Triclosan (agente anti-séptico efetivo contra bactérias, fungos e bolores e que é encontrado em medicamentos, sabonetes, xampus anti-caspa, loções e cremes dentais).

A revista de saúde Discovery Dsalud, editada mensalmente em Madri, na Espanha, também alerta sobre as substâncias tóxicas e dá algumas dicas para comprar os cosméticos, como desconfiar de produtos que dizem conter essências de maçã, melão e pera, por exemplo, porque não é possível extrair delas óleos essenciais naturais, portanto o aroma não será natural. Também recomenda descartar produtos que têm mais de 30 ingredientes, a não ser que os primeiros da lista sejam substâncias naturais (muitas precisam de gelificantes ou emulsificantes químicos para formarem uma mistura homogênea) e, por fim, reconhecer que produtos naturais são mais caros já que dependem de condições váriaveis como temperatura, cultivo, controle de pragas, etc.

Pela internet, li algumas críticas de pessoas que adquiriram o livro do Dr. Epstein e se mostraram um tanto céticas porque não há descrições suficientes sobre a ação desses ingredientes e também porque é meio difícil de aceitar que a indústria bilionária dos cosméticos preferisse continuar usando produtos cancerígenos quando há outras alternativas possíveis. O livro com a pesquisa está à venda na Amazon.com e custa por volta de US$ 23.

Observe seus potes de creme! Resolvi fazer uma busca em mais de 10 produtos que tenho em casa e encontrei a Imidazolidinil Uréia, da qual derivou a Diazolidinil urea citada acima, na composição de um gel de limpeza facial de marca conhecida mundialmente pelo sistema de venda direta. Por via das dúvidas, da próxima vez vou procurar um produto alternativo.

O lado bom desse fato assustador é que pode ser um passo importante em direção ao crescimento da chamada cosmetologia orgânica, cujos benefícios começam a ser percebidos e procurados por consumidores mais conscientes.

08 Jun

Uma pesquisa feita pelo College of Optometrists, na Grã-Bretanha, revelou que 9 entre 10 mulheres usam maquiagem vencida. Segundo reportagem divulgada pelo portal BBC Brasil essa semana, o estudo mostrou que as campeãs em usar produtos fora do prazo da validade são as mulheres entre 30 e 40 anos. Em geral, elas não renovam seus estoques porque muitas vezes seus produtos prediletos já saíram de linha. Dois terços das entrevistadas, de várias faixas etárias, admitiram usar a mesma maquiagem por mais de dois anos.

A pesquisa alerta para o risco de alergias e infecções provocadas por bactérias que se acumulam em rímeis e batons. Deve ser por isso que metade das entrevistadas disseram sentir coceira, ardência e reclamaram que os olhos lacrimejam constantemente. O risco aumenta para aquelas que se aventuram a passar rímel dentro de trens e ônibus urbanos em movimento, podendo causar danos à córnea. Também é arriscado compartilhar os produtos com amigas, pois você pode pegar ou transmitir a bactéria da conjuntivite.

Você já checou seus produtos de beleza?

Descobri coisas incríveis em apenas 5 minutos verificando minhas (poucas) maquiagens: um rímel vencido, lápis de olho na berlinda (ainda está novo e vencerá em um mês!) e algo que talvez você já tenha notado. Muitos produtos não têm a data de validade impressa no frasco, somente na caixa ou no lacre plástico que jogamos fora após abrir a embalagem! É claro que ampliei a checagem correndo até o espelho do banheiro (deixei de lado outras três cestinhas cheias de frascos) e, dos 13 produtos que haviam lá, sete não tinham data de validade. Entre esses estavam os hidratantes faciais, creme para área dos olhos, batom - justamente os que mais duram.

Antes de sair por aí alardeando que isso já era esperado tratando-se do Brasil, saiba que nem na Europa há regras definidas sobre o tempo de vida útil do produto, embora a legislação européia determine a indicação da data de validade nas embalagens. Mesmo assim, fica a dica para os fabricantes incluírem isto nos frascos!

Veja o prazo dos produtos, segundo pesquisadores:
Rímel: de 3 a 6 meses
Bases, cremes, hidratantes e demaquilantes:
6 a 8 meses
Pó facial, pancake, sombras, blush, gloss, batons, tônicos:
1 ano
Lápis de olho, de boca, delineadores:
1 ano e 6 meses.